
Outro dia apanhei o elétrico 28 [bonde]. A latinha amarela mais famosa de Lisboa. Sentido Alfama, claro. Era manhã de sábado, e por incrível que pareça, lá estava eu, de pé. Pronto para encarar as ruadelas estreitas e o andar soluçante desta caixinha simpática montada em trilhos. Não dá pra saber como não tomba nas curvas. Parece desafiar as leis da física, da mecânica, da gravidade e do tempo. Não importa. Tem coisas na vida que não precisam de explicação.
E o elétrico de Lisboa está na moda. É cool. É vintage. É indy. Bom de olhar. Não é confortável. Não tem que ser. Sabe aquela maleta de madeira cheia de selos e carimbos de viagens colados por cima? Não que seja a melhor maleta pra viajar, longe disso. Não estamos falando de eficiência. Aliás, não cabe quase nada dentro dela. É desajeitada e ocupa muito espaço. Mas é só olhar para uma que você abre o sorriso. No mínimo aquele de canto de boca que não dá pra segurar. É automático: viu-sorriu.
Miradouro da Graça. É aqui que eu fico.
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